Eu vejo os carros passarem
Os prédios coloridos em cinza
Vejo o céu nublado e carregado de estática
Vejo o suor dos andarilhos na calçada:
É meio-dia.
Tudo para. O calor sobe à cabeça.
Transpiração
Vejo o cabelo desgrenhado
da jovem à minha frente
ela dorme
Fecho os olhos
Ouço as buzinas e os palavrões do estresse
Uma criança chora
“Mamãe está quente”
Meus pensamentos são ofuscados
pela impaciência e desconforto.
Espero por um ato inesperado
Voar por cima dos automóveis parados
Passando pelas árvores até alcançar o sossego
Escuto o gotejar lento no teto
E sinto respingos escorrendo em meu rosto
Abro a janela e sorrio
Sinal verde
Paz, enfim.
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